Últimas Notícias

EXCLUSIVO: Youtuber larga carreira para se tornar garoto de programa.

(Foto: arquivo pessoal)
Guilherme Oliveira tem 22 anos, mora atualmente em São Paulo porém é natural de mas nasceu no interior do Rio Grande do Sul, em Uruguaiana, veio a São Paulo para tentar a carreira de YouTuber. O Jovem chegou a gravar com grandes canais e inclusive apresentou um programa de TV, porém resolveu trocar de profissão e por isso o Mixturando conversou com Guilherme.


Em entrevista, Guilherme falou o porque mudou de profissão: ''Muita gente que está começando agora ou já trabalha como criador de conteúdo nas plataformas sociais, sabe o quanto é difícil viver apenas disso. Esse mercado está um pouco saturado e você precisa ter um grande destaque pra conseguir ter alguma remuneração. Muitos desses YouTubers vivem de aparência e não levam a vida de luxo que mostram nas redes sociais (exceto a nata deles que já possui contratos e parcerias com marcas conhecidas). Sempre gostei de viver bem, frequentar lugares bons e poder ter acesso a coisas que jamais teria com tanta rapidez se não tivesse entrado nesse mercado de luxo. Além disso, pra ter acesso ao ensino privado e todo tipo de estudo que existe, você precisa ter esse intermédio do dinheiro, que hoje em dia, felizmente possuo. Esses foram os principais motivos dessa “troca”.'' disse.


Perguntamos a Guilherme se ele já sofreu preconceito por conta da sua nova profissão: ''Esse ramo possui diversos níveis e segmentos. Vai desde os que trabalham na rua até os que atendem em hotéis 5 estrelas, isso sem mencionar o meio entre esses dois extremos (saunas, boates, casas de massagens, clubes e etc). As pessoas que estão de fora desta bolha só conseguem ver a forma mais comum de trabalho (que é na rua) e não as culpo, pois é o que grandes veículos de comunicação priorizam para dar visibilidade. A partir disso, a massa cria um estereótipo para os profissionais do meio. Os garotos de programa que estão na rua, infelizmente vivem esse submundo da prostituição.

Rolam drogas, crimes e sexo (apenas sexo, diferentemente do pessoal que trabalha com luxo). Esses meninos optam pela rua porque acreditam ser mais “fácil” para conseguir clientes e também não  precisam se expor em sites e assim preservam seus rostos. A maioria desses meninos estão desempregados e passando por necessidades, precisam de dinheiro rápido, acabam se sujeitando a muita coisa. Por não terem tanto retorno, eles não injetam rios de dinheiro na aparência. Quase sempre não tem aquele corpo perfeito de um acompanhante de luxo ou um rosto perfeito como de um modelo que faz book azul. Eles se viram como podem. São pessoas comuns. Automaticamente as pessoas te rotulam a partir disso. Muita gente fica indignada quando digo que troquei um trabalho convencional para viver como acompanhante.


Sempre me perguntam as mesmas coisas por não me enquadrar no que elas consideram aceitável nesse ramo: “mas você precisa estudar, use seu dinheiro pra isso, hoje em dia só o fundamental não ajuda”; sendo que faço faculdade, “você é branco e tem olhos claros, deveria fazer algo relacionado a tv/teatro”, “você usa muita droga?”; nunca experimentei nada, “algum cliente já te obrigou a fazer algo que não quisesse”; meus clientes me tratam quase como um ‘namoradinho’, “você está tirando o trabalho de outras pessoas, você precisa deixar pra quem realmente precisa, vá trabalhar com outra coisa”; essa sem comentários, “quero jantar contigo, mas não me venha com boné, tênis de academia e bermuda”; sendo que meu visual é impecável, uso desde Lacoste a Burrberry, tento causar a melhor impressão que posso e sempre estou adequado a ocasião, ninguém nem imagina que trabalho com isso.

Todo mundo acha que pra ser um garoto de programa você precisa agir, ser e se vestir como um (dentro do que eles acham que é o correto). A verdade é que quanto maior é o nível do acompanhante mais distante desse estereótipo de rua ele vai estar. Em shoppings de luxo se vê muita garota de programa, só não dá saber que elas são. Essas meninas parecem modelos, estudantes, herdeiras de famílias ricas, são elegantes e nada vulgares. Isso serve pra meninos também.'
' afirmou.

Por uma noite com um cliente, Guilherme chega a cobrar 1.300 reais, ou 600 reais por três horas. Em seu perfil no instagram, ele mostra uma vida longe da cama.