Brancos protestam na porta de Universidade por perderem bolsa cotista destinada a negros.

(Foto: divulgação)
Um grupo de pessoas se reuniu na manhã desta terça-feira (12) em frente à reitoria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Zona Oeste do Recife, para protestar contra as reprovações realizadas pela comissão de Autodeclaração Racial da instituição. Ao todo, dos 2,4 mil candidatos aprovados nas cotas étnico-raciais, 280 foram reprovados. A comissão de Autodeclaração Racial da UFPE é composta por três pessoas: um professor, um técnico e um aluno.


Um dos alunos presentes no protesto desta manhã foi Guilherme Feitosa, de 18 anos. Ele foi aprovado em primeiro lugar das cotas raciais na unidade Agreste e passou pela avaliação na cidade de Caruaru. “Não fizeram nenhuma pergunta sobre o porquê de eu me autodeclarar pardo ou preto, simplesmente olharam para mim. Me julgaram enquanto filmaram”, afirma.


Segundo Guilherme, ele chegou na instituição, preencheu uma ficha com seus dados pessoais e detalhando qual tipo de autodeclaração ele fazia (preto ou pardo) e aguardou para ser chamado. “Quando me chamaram eu entreguei o formulário e me pediram para assinar [o documento]. Tinha uma câmera de celular me filmando”, lembra.

(Guilherme - Estudante)
O estudante, que tinha passado no curso de física e recorreu da decisão, se disse indignado com a situação. “Eu fiz o Enem, tive uma nota boa, fui aprovado no Sisu em primeiro lugar no meu curso, na cota para a qual eu sentia que pertencia porque sou pardo”, afirma. Informações Leia Já.

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